AVALIAÇÃO DA DOR OSTEOMUSCULAR, ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA, CAPACIDADE FUNCIONAL E QUALIDADE DE VIDA DOS IDOSOS PARTICIPANTES DO GRUPO DE FISIOTERAPIA DO CENTRO INTEGRADO DE SAÚDE DA UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI

 Como conteúdo do meu blog, achei interessante postar aqui minha iniciação cientifica e TCC, claro, dando os devidos créditos a todos que participaram além de mim, mas com intuito de compartilhar este conhecimento que adquiri com esse estudo e que merece ser publicado. 
 

Créditos a:

BÁRBARA FERREIRA DE LIMA; EMANUELLE CHRISTINE DE SOUZA; JULIANNA MORELLI; MATHEUS RAMA MUTO; LEILA DAL POGGETTO MOREIRA; LUCIANA GONZALEZ AUAD VISCARDI; ADRIANA SARMENTO DE OLIVEIRA

CURSO DE FISIOTERAPIA DA UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI

RESUMO 


Introdução: Nos últimos anos, a população idosa no Brasil e no mundo cresceu de forma exponencial como consequência do aumento da expectativa de vida, da melhora da qualidade dos serviços de saúde e da diminuição nas taxas de natalidade. Entretanto, esse aumento traz preocupações, pois o envelhecimento acarreta disfunções sistêmicas que podem ter repercussões negativas na presença de dor osteomuscular, nas atividades de vida diária, na capacidade funcional e consequentemente, na qualidade de vida destes idosos. A maior prevalência de doenças crônicas e a redução do nível de atividade física são as principais causadoras desse déficit, porém a diminuição do gasto de energia em repouso, a perda progressiva de massa muscular e a diminuição da ingesta energética contribuem com a perda de massa muscular e redução da força, o que aumenta a possibilidade de incapacidade funcional. Também se tem instalado por diversos fatores o acúmulo de gordura corporal que favorece o aumento de doenças cardiovasculares e diabetes. Essas alterações inerentes ao envelhecimento trazem relevância ao presente estudo. Objetivos: Avaliar o perfil das variáveis de dor osteomuscular, atividades de vida diária, capacidade funcional e qualidade de vida dos idosos participantes do grupo de fisioterapia do Centro Integrado de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi. Metodologia: Estudo transversal realizado com idosos do setor de Fisioterapia em Geriatria do Centro Integrado de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos, sob o parecer 4.980.928/ CAAE: 50598921.9.0000.5492, obedecendo criteriosamente à resolução 466/2012 do CNS. Realizado com pacientes a partir de 60 anos, tendo predominância do sexo feminino que responderam questionários sobre dor osteomuscular, atividades de vida diária, capacidade funcional e qualidade de vida. Após as avaliações, traçamos o perfil da amostra, comparando com outros estudos. Resultados: A amostra avaliada foi composta por 11 mulheres com idade média de 71 anos, o valor médio do IMC indicou sobrepeso, no entanto apresentaram valores ótimos de pressão arterial sistólica, pressão arterial diastólica, frequência cardíaca e saturação periférica de oxigênio. A maioria é ativa, sem relato de etilismo ou tabagismo. 100% delas apresentam hipertensão arterial e 27% são portadoras de diabetes mellitus. A dor foi moderada com EVA média de 7 em coluna, cabeça e joelho. Elas, em sua maioria, realizam suas atividades de vida diária sem ajuda. O teste que mensurou a capacidade funcional teve valor abaixo do predito, no entanto a qualidade de vida foi boa, com pontuação média de 3.5. Conclusão: Concluímos que as idosas participantes do grupo de Fisioterapia em Geriatria do Centro Integrado de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi apresentam dor com intensidade moderada principalmente na coluna lombar, cabeça e joelhos, têm boa execução das atividades de vida diária, a capacidade funcional encontra-se em 75% do valor predito, mas apesar disso, a maior parte apresenta uma boa ou muito boa qualidade de vida.

PALAVRAS-CHAVE: Idosos; Dor musculoesquelética; Atividades cotidianas; Capacidade funcional; Qualidade de vida.


  1. INTRODUÇÃO

Nos últimos anos houve um crescimento considerável da população idosa no Brasil e no mundo, o IBGE (2018) relatou que esse fenômeno vem ocorrendo pelo aumento da expectativa de vida, pela melhora da qualidade dos serviços de saúde e pela diminuição nas taxas de natalidade. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística- PNAD (2022) foi visto que, de 2012 a 2021, no Brasil, a população idosa aumentou de 22,3 milhões (11,3%) para 31,2 milhões (14,7%). No mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (2019), havia 703 milhões de pessoas com mais de 65 anos e em 2050 esse número pode chegar a 1,5 bilhões. Esse aumento traz preocupações, pois o envelhecimento favorece disfunções sistêmicas que podem repercutir negativamente na presença de dor osteomuscular, na realização das atividades de vida diária, na capacidade funcional e consequentemente, na qualidade de vida dos idosos.

Segundo Lemos (2014), a dor osteomuscular pode acometer tendões, músculos, nervos, fáscias e ligamentos, repercutindo diretamente na realização das atividades de vida diária, que por sua vez, é definida por Costa, Nakatani e Bachion (2006) como tarefas que uma pessoa precisa realizar para cuidar de si, tais como: tomar banho, vestir-se, ir ao banheiro, andar, comer, passar da cama para a cadeira e ter continências urinária e fecal. O envelhecimento traz muitas mudanças e os idosos se encontram numa fase onde são mais susceptíveis a incapacidade funcional e, consequentemente, a uma maior dificuldade de realizar suas atividades de vida diária, o que pode ser justificado pela maior prevalência de doenças crônicas e pela redução do nível de atividade física (FILHO et al., 2019).

Ainda com a finalidade de compreender as variáveis estudadas, Pinto et al. (2016), relata a capacidade funcional como a habilidade de realizar atividades de autocuidado e viver de forma independente. Atualmente é um indicador de saúde, pois se relaciona com a qualidade de vida. Enquanto que, a qualidade de vida, segundo a OMS (2013), é “a percepção do indivíduo de sua inserção na vida, na cultura e sistemas de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. Todas as variáveis do presente trabalho se relacionam entre si, e todas elas irão repercutir na qualidade de vida do idoso.

A diminuição da prática de atividades físicas, a diminuição do gasto de energia em repouso, a perda progressiva de massa muscular e a diminuição da ingesta energética podem gerar um balanço negativo de nitrogênio com perda de fibras musculares do tipo II e danos nas mitocôndrias da musculatura esquelética, instalando-se a sarcopenia. A perda da massa muscular, com consequente redução da força muscular resultará na diminuição da atividade física, com consequente redução da tolerância ao exercício, fator que leva a diminuição da marcha e à incapacidade funcional (FREITAS et al., 2006). Por outro lado, além da redução de massa magra, observa-se o favorecimento do acúmulo de gordura corporal e tal fato reflete no aumento da prevalência de doenças cardiovasculares e diabetes (CLEMENTINO; GOULART, 2019).

Diante das alterações funcionais inerentes ao envelhecimento, é de grande relevância traçar os perfis de dor osteomuscular, atividades de vida diária, capacidade funcional e qualidade de vida dos idosos admitidos no setor de fisioterapia do Centro Integrado de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi.


2. OBJETIVOS

Avaliar o perfil das variáveis de dor osteomuscular, atividades de vida diária, capacidade funcional e qualidade de vida dos idosos participantes do grupo de fisioterapia do Centro Integrado de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi.


  1. MATERIAIS E MÉTODOS

Estudo transversal realizado com os pacientes idosos atendidos no setor de Fisioterapia em Geriatria do Centro Integrado de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi (UAM) pelos discentes do curso.

O início do protocolo de estudo ocorreu com os pacientes idosos integrantes do setor de Fisioterapia em Geriatria da Universidade Anhembi Morumbi após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos, sob o parecer 4.980.928/ CAAE: 50598921.9.0000.5492, obedecendo criteriosamente à resolução 466/2012 do CNS (ANEXO I). Todos os pacientes foram informados, não só, da natureza do estudo, mas após lerem e concordarem em realizá-lo assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (APÊNDICE A). Foram também informados acerca do conteúdo e objetivos dele, bem como da confiabilidade das informações coletadas e do seu anonimato.

Foram usados como critérios de inclusão na pesquisa pacientes com idade igual ou superior a 60 anos, de ambos os sexos, integrantes do grupo de idosos do setor de Fisioterapia em Geriatria da Universidade Anhembi Morumbi, e que assinaram o termo de livre consentimento. Bem como de exclusão do estudo, idosos que não sejam integrantes do setor de Fisioterapia em Geriatria da UAM, que não concordaram em participar do estudo, que não assinaram o termo de consentimento, quando houve impossibilidade de realização de alguma avaliação ou desistência por parte do paciente.

Os pacientes foram avaliados pelos discentes do curso de Fisioterapia, a partir das seguintes avaliações: coleta de dados gerais (identificação, medicação, comorbidades e antropometria), avaliação da dor osteomuscular, avaliação das atividades instrumentais de vida diária, avaliação da capacidade funcional e avaliação da qualidade de vida.

A dor osteomuscular foi avaliada a partir de questionário perguntando às idosas se havia presença de dor e como ela a classificava dentro da escala visual analógica (EVA), que consiste em uma escala de 0 a 10 para classificar a intensidade da dor relatada: sendo 0 ausência de dor e 10 o nível de dor máxima já sentida pelo paciente (ANEXO II)

As atividades de vida diárias foram avaliadas com a utilização da escala de atividades instrumentais de vida diária de Lawton & Brody (1969), onde são avaliadas sete atividades: 

  • Utilizar o telefone; 

  • Locomoção com meios de transporte; 

  • Fazer compras; 

  • Realização de trabalhos domésticos; 

  • Preparo de refeições; 

  • Uso de medicações; 

  • Administração das próprias finanças. 

O questionário (ANEXO III) é aplicado com questões direcionadas ao idoso e a pontuação de cada questão varia de 1 a 3. Sendo que em 3, o idoso se encontra em plena independência, em 2 o sujeito se encontra em estado de semi-dependência, ou seja, necessita de ajuda parcial para tal atividade e com a pontuação 1 apresenta total dependência para efetuar determinada atividade. Ao final do questionário os pontos são somados, tendo como a máxima pontuação 21, que indica total independência nas atividades de vida diária, e a pontuação mínima 7, que demonstra total dependência em suas atividades. 

A capacidade funcional foi avaliada utilizando o teste de caminhada de seis minutos (TC6), no qual os idosos andaram o mais rápido possível durante seis minutos. Frases de incentivo padronizadas pela American Thoracic Society foram dadas a cada minuto. Os idosos podiam sentar ou diminuir a velocidade da marcha se necessário, porém o cronômetro não foi interrompido. Ao final, foram computados o número de voltas completas dadas e seu valor correspondente em metros. Para familiarização com os testes, os avaliadores demonstraram como executar. Antes e após cada avaliação, foram verificadas frequência cardíaca, pressão arterial, saturação periférica de oxigênio e aplicadas as escalas de esforço percebido. A capacidade submáxima de exercício foi avaliada pela distância percorrida em seis minutos no teste de caminhada em seis minutos. A distância percorrida prevista para mulheres foi calculada de acordo com Moreira, Moraes e Tannus (2001), sendo TC6(m) = (2,11 x altura cm) – (2,29 x peso Kg) – (5,78 x idade) + 667.

A qualidade de vida (QV) foi avaliada utilizando o questionário WHOQOL-OLD (ANEXO IV) que possui validação para sua versão em português e está dividido em 6 facetas, e cada uma delas possui 4 itens com 1 ponto cada, ou seja, cada faceta terá a pontuação variando entre 4 a 20 pontos, caso todos os itens tenham sido preenchidos. Quanto mais alto o escore, mais alto será classificado a qualidade de vida e o contrário é verdadeiro (FLECK et al., 2006). O WHOQOL-OLD avalia a QV através dos seguintes domínios: 

  • Domínio I – “Funcionamento do Sensório” (FS) - avalia o funcionamento sensorial e o impacto da perda das habilidades sensoriais nas atividades da vida diária e da capacidade de interação com outras pessoas na qualidade de vida dos idosos. 

  • Domínio II – “Autonomia” (AUT) - Refere-se à independência no envelhecimento, descrevendo até que ponto se é capaz de viver de forma autônoma e tomar suas próprias decisões. 

  • Domínio III – “Atividades Passadas, Presentes e Futuras” (PPF) - refere-se a atividades passadas, presentes e futuras, descrevendo a satisfação sobre conquistas na vida, projetos e anseios futuros. 

  • Domínio IV – “Participação Social” (PSO) - refere-se à participação social, que delineia a participação em atividades do cotidiano, especialmente na comunidade em que se está inserido. 

  • Domínio V – “Morte e Morrer” (MEM) - está relacionada às preocupações, inquietações, expectativas e temores sobre a morte e morrer. 

  • Domínio VI – “Intimidade” (INT) - refere-se à intimidade, que avalia a capacidade de ter relações pessoais e íntimas 

Os dados são apresentados como média e desvio padrão. As características antropométricas e o teste de caminhada de 6 minutos foram analisados pelo teste “t” de Student não pareado. Para os hábitos de vida, comorbidades, uso de medicamentos, escala de EVA, escala Lawton e Brody e questionário de qualidade de vida foi aplicado o Teste do Qui quadrado, para avaliar diferenças entre as proporções de variáveis categóricas entre os grupos. Foi aceito como diferença significativa P<0,05. A análise estatística foi realizada no Microsoft Excel versão 2010.


  1. RESULTADOS 

A tabela 1 apresenta as características da população avaliadas dentro das variáveis: sexo, dados antropométricos e sinais vitais. Das 11 idosas que fizeram parte do estudo, todas eram do sexo feminino e a média de idade foi 71 ± 8,51 anos, apresentando IMC médio de 26,86 ± 3,98 Kg/m², indicando uma média de sobrepeso. Em relação aos sinais vitais, a frequência cardíaca de repouso média e a frequência cardíaca máxima foram, respectivamente 73 ± 10,35 e 149 ± 8,51 bmp e a PAS e a PAD foram, respectivamente, 119 ± 9,44 e 75 ± 9,34 mmHg, o que de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (2009), são valores ótimos para ambos os tópicos. Já em relação ao nível da saturação periférica de oxigênio o valor médio foi 97 ± 1,57% que segundo a American Thoracic Society (2011), são, também, valores ótimos.


Tabela 1. Características antropométricas dos idosos.

Variáveis

Média ± DP 

Idade (anos)

71 ± 8,51

Estatura (m)

1,56 ± 0,07

Massa Corporal (Kg)

65,96 ± 12,66

Índice de Massa Corporal (Kg/m²)

26,86 ± 3,98

FC repouso

73 ± 10,35

FC máxima

149 ± 8,51

Frequência Respiratória 

15 ± 1,27

Pressão Arterial Sistólica

119 ± 9,44

Pressão Arterial Diastólica

75 ± 9,34

Saturação de Oxigênio

97 ± 1,57

Sexo (n, %)


Feminino

11 (100%)

Masculino

0 (0%)




A tabela 2 apresenta os hábitos de vida, sendo que 36% das idosas eram tabagistas, 27% eram etilistas, 18% eram sedentárias e 27% tinham histórico de quedas.


Tabela 2. Hábitos de vida.

Variáveis

n, % 

Hábitos de vida (n, %)


Fumante


Sim 

4 (36%)

Não

7 (64%)

Bebida Alcoólica


Sim 

3 (27%)

Não

8 (73%)

Atividade física


Sim 

9 (82%)

Não

2 (18)

Histórico de Quedas


Sim 

3 (27%)

Não

8 (73%)


A tabela 3 apresenta as comorbidades relatadas pelas idosas e os medicamentos que utilizavam. Das 11 pacientes avaliadas, 100% delas apresentavam HAS, sendo que 45% delas usavam antagonistas dos receptores de angiotensina II. Em relação à DM II, 27% das idosas eram portadoras e dessas 27% usavam medicamentos hipoglicemiantes. Da população, 82% das idosas eram portadoras de dislipidemias e faziam tratamento com estatinas (64%). Com relação à sintomatologia, 27% da amostra apresentava dor, inflamação ou edema, usando AINEs. Em relação à insônia, apenas 9% eram acometidas e estas recorrem à medicação análoga ao GABA. Com relação ao uso de antidepressivos e ansiolíticos, 18% relataram fazerem uso, sendo esses ISRS (9%) e tricíclicos (9%). E por fim, em relação ao hipotiroidismo, 27% das idosas relataram apresentarem e recorrem a repositores do hormônio T4.


Tabela 3. Comorbidades e uso de medicamentos utilizados pelos idosos.

Variáveis

n (%)

Hipertensão Arterial (n, %)

11 (100%)

Antagonista de Receptor da Angiotensina II

5 (45%)

Betabloqueadores

2 (18%)

Bloqueadores do Canal de Cálcio  

1 (9%)

Diuréticos

2 (18%)

Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA)

2 (18%)

Diabetes Mellitus tipo II (n, %)

3 (27%)

Hipoglicemiantes

3 (27%)

Dislipidemia (n, %)

9 (82%)

Estatinas

7 (64%)

Hipolipemiantes 

2 (18%)

Antiarrítmico (n, %)

1 (9%)

Antiarrítmicos da classe III

1 (9%)

Inflamação, dor e edema (n, %)

3 (27%)

Anti-inflamatórios não-esteroidais

3 (27%)

Insônia (n, %)

1 (9%)

Análogo do ácido gama-aminobutírico

1 (9%)

Antidepressivos e Ansiolíticos (n, %)

2 (18%)

Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs)

1 (9%)

Tricíclicos

1 (9%)

Hipotireoidismo (n, %)

3 (27%)

Repositores de hormônio T4

3 (27%)


Nota: HAS (hipertensão arterial sistêmica); ECA (enzima conversora de angiotensina); DM II (diabetes mellitus tipo II); AINEs (anti-inflamatórios não esteroidais); GABA (ácido gama-aminobutírico); ISRS (inibidores seletivos da recaptação de serotonina).

A tabela 4 apresenta a classificação da dor que as idosas estavam sentindo dentro da escala visual analógica no momento da anamnese. Da amostra, nenhuma estava com dor leve, a maioria (64%) estava sentindo dor moderada no geral, na coluna, cabeça, joelho e quadris e 36% relatava dor intensa no ombro, coluna e cabeça. A média da EVA foi 7 pontos.

Tabela 4. Escala de EVA.

Escala EVA

n, %

Leve

0 (0%)

Moderada

7 (64%)

Intensa

4 (36%)

Grau

7 ± 2,21

Nota: Escala Visual Analógica

A tabela 5 apresenta a escala de Lawton e Brody, usada para avaliar as atividades de vida diária. Destacamos que 91% das idosas se dizem capazes de utilizar o telefone sem ajuda, 73% se dizem capazes de fazer as compras sem ajuda, 82% se dizem cuidar da casa sem ajuda e ao tomarem suas medicações, 91% conseguem sozinhas e por fim, em relação a lidar com dinheiro, 91% relatam fazer sem ajuda.

Tabela 5. Escala Lawton e Brody.


n, %

Utiliza o telefone


Incapaz

1 (9%)

Sem necessidade de ajuda

10 (91%)

Desloca-se


Incapaz

1 (9%)

Necessita de ajuda

2 (18%)

Sem necessidade de ajuda

8 (73%)

Faz as compras


Incapaz

1 (9%)

Necessita de ajuda

2 (18%)

Sem necessidade de ajuda

8 (73%)

Prepara as refeições


Incapaz

1 (9%)

Necessita de ajuda

1 (9%)

Sem necessidade de ajuda

9 (82%)

Cuida da casa


Necessita de ajuda

2 (18%)

Sem necessidade de ajuda

9 (82%)

Faz trabalho pesado em casa


Incapaz

2 (18%)

Necessita de ajuda

8 (73%)

Sem necessidade de ajuda

1 (9%)

Lava roupa


Incapaz

1 (9%)

Sem necessidade de ajuda

10 (91%)

Toma medicação


Incapaz

1 (9%)

Sem necessidade de ajuda

10 (91%)

Lida com dinheiro


Incapaz

1 (9%)

Sem necessidade de ajuda

10 (91%)

A tabela 6 apresenta os resultados médios dos parâmetros avaliados durante o TC6. A distância predita a ser percorrida, de acordo com os dados coletados seria 448,83 metros, no entanto o resultado obtido foi de 75%, correspondendo à 333 metros.


Tabela 6. Teste de caminhada de 6 minutos

Variáveis

Repouso

6 minutos

Recuperação

FC (bpm)

72 ± 11,44

81 ± 20,44

--

SatO2 (%)       

95 ± 2,07

90 ± 9,53

96 ± 1,55

PAS (mmHg)

121 ± 8,99

135 ± 9,75

130 ± 7,07

PAD (mmHg)

78 ± 6,90

75 ± 12,2

78 ± 13,03

Escala de Borg

0 ± 0

1 ± 1,67

0 ± 0

Distância percorrida (m)

--

333 ± 68

--

Nota: Frequência cardíaca (FC); Saturação de oxigênio (SatO2); Pressão arterial sistólica (PAS); Pressão arterial diastólica (PAD).

A tabela 7 discorre sobre o resultado do teste WHOQOL-OLD, um questionário composto de 24 perguntas sobre fatores diversos que podem alterar a qualidade de vida, das diversas perguntas, a maioria teve pontuação satisfatória, ficando pontuadas geralmente entre “extremamente” e “bastante”, após avaliação do resultado médio, foi visto que as idosas possuem qualidade de vida boa ou muito boa. 


Tabela 7. Questionário de qualidade de vida no idoso.


n, %

Questão 1


Nada 

4 (36%)

Muito pouco

3 (27%)

Mais ou menos

2 (18%)

Bastante 

2 (18%)

Questão 2


Nada 

7 (64%)

Muito pouco

3 (27%)

Mais ou menos

1 (9%)

Bastante 

0 (0%)

Questão 3


Nada 

0 (0%)

Muito pouco

0 (0%)

Mais ou menos

1 (9%)

Bastante 

5 (45%)

Extremamente

5 (45%)

Questão 4


Nada 

2 (18%)

Muito pouco

3 (27%)

Mais ou menos

0 (0%)

Bastante 

1 (9%)

Extremamente

5 (45%)

Questão 5


Mais ou menos

2 (18%)

Bastante 

5 (45%)

Extremamente

4 (36%)

Questão 6


Nada 

5 (45%)

Muito pouco

2 (18%)

Mais ou menos

3 (27%)

Bastante 

1 (9%)

Questão 7


Nada 

4 (36%)

Muito pouco

3 (27%)

Mais ou menos

4 (36%)

Bastante 

0 (0%)

Questão 8


Nada 

8 (73%)

Muito pouco

0 (0%)

Mais ou menos

0 (0%)

Bastante 

3 (27%)

Questão 9


Nada 

3 (27%)

Muito pouco

3 (27%)

Mais ou menos

0 (0%)

Bastante 

1 (9%)

Extremamente

4 (36%)

Questão 10


Nada 

6 (55%)

Muito pouco

4 (36%)

Mais ou menos

0 (0%)

Bastante 

1 (9%)

Questão 11


Muito pouco

0 (0%)

Mais ou menos

3 (27%)

Bastante 

6 (55%)

Extremamente

2 (18%)

Questão 12


Muito pouco

0 (0%)

Mais ou menos

3 (27%)

Bastante 

6 (55%)

Extremamente

2 (18%)

Questão 13


Mais ou menos

3 (27%)

Bastante 

5 (45%)

Extremamente

3 (27%)

Questão 14


Mais ou menos

0 (0%)

Bastante 

6 (55%)

Extremamente

5 (45%)

Questão 15


Nada 

0 (0%)

Mais ou menos

1 (9%)

Bastante 

3 (27%)

Extremamente

7 (64%)

Questão 16


Nada 

0 (0%)

Mais ou menos

2 (18%)

Bastante 

4 (36%)

Extremamente

5 (45%)

Questão 17


Nada 

0 (0%)

Muito pouco

1 (9%)

Mais ou menos

2 (18%)

Bastante 

4 (36%)

Extremamente

4 (36%)

Questão 18


Nada 

1 (9%)

Muito pouco

0 (0%)

Mais ou menos

2 (18%)

Bastante 

5 (45%)

Extremamente

3 (27%)

Questão 19


Nada 

1 (9%)

Muito pouco

1 (9%)

Mais ou menos

3 (27%)

Bastante 

5 (45%)

Extremamente

1 (9%)

Questão 20


Nada 

1 (9%)

Muito pouco

0 (0%)

Mais ou menos

1 (9%)

Bastante 

6 (55%)

Extremamente

3 (27%)

Questão 21


Muito pouco

1 (9%)

Mais ou menos

2 (18%)

Bastante 

6 (55%)

Extremamente

2 (18%)

Questão 22


Muito pouco

1 (9%)

Mais ou menos

1 (9%)

Bastante 

7 (64%)

Extremamente

2 (18%)

Questão 23


Muito pouco

1 (9%)

Mais ou menos

2 (18%)

Bastante 

5 (45%)

Extremamente

3 (27%)

Questão 24


Mais ou menos

3 (27%)

Bastante 

6 (55%)

Extremamente

2 (18%)


5. DISCUSSÃO

De início é relevante ressaltar o perfil sociodemográfico do estudo: de acordo com a característica da amostra, a média da idade foi 71 anos e o sexo feminino teve dominância, representando 100% do público, dado que corrobora com o estudo de Bobbo et al. (2018) que diz ser comum a prevalência feminina na maioria dos estudos relacionados a dor e/ou a idosos. Segundo Moura, Domingos e Castro (2011),  a feminização da velhice é caracterizada pela maior expectativa de vida das mulheres, isso vem de hábitos culturais, como o fato que em nossa sociedade as mulheres tem maior interesse em cuidar da saúde e buscar qualidade de vida quando comparado aos homens, que na maioria das vezes tem dificuldade em assumir fragilidades; fatores biológicos associados a proteção hormonal do estrógeno no sexo feminino em doenças cardiovasculares e hábitos etilistas em excesso por parte do sexo masculino.

Em relação aos hábitos de vida, 64% das idosas relataram não ser fumantes e apenas 27% ingerem bebida alcoólica socialmente. Quanto à prática de atividades físicas, 82% da amostra é ativa. Um estudo de caso controle comparou a qualidade de vida de idosos participantes e não participantes de programas públicos de exercícios físicos verificou que um melhor escore médio do domínio físico foi percebido entre os idosos participantes de programas de exercícios físicos, tal resultado corrobora com estudos recentes referente a análise da condição de saúde dos grupos estudados, o Grupo Ativo apresentou maior percentual de idosos eutróficos, menor índice de quedas no último semestre, menor número de hipertensos e melhor qualidade de vida (SILVA et al., 2017).

O histórico de quedas das idosas frequentadores do CIS é representado por apenas 27% (Tabela 2), porcentagem relativamente baixa por conta de as mesmas serem ativas e quase todas praticantes de algum tipo de exercício físico. Quando comparado a outros estudos sobre quedas em idosos não institucionalizados, como o de Bobbo et al. (2018), no qual um grupo de idosos não sedentários teve o número de quedas estatisticamente maior (53,3%) mesmo que integrantes de um grupo ativo na prática de exercícios. A autora alega que as quedas podem ocorrer por fatores intrínsecos, como medicamentos de ação cardiovascular, diabetes, osteoporose ou por fatores ambientais. Para a melhora do quadro de quedas do nosso público seria cabível um protocolo com exercícios voltados para a melhora do equilíbrio e força muscular, a fim de minimizar essa problemática.

Tendo em vista a anamnese da pesquisa, segundo a Tabela 3, observamos a prevalência de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) características do processo de envelhecimento como a hipertensão arterial, diabetes mellitus, doenças inflamatórias articulares, dislipidemias, doenças endócrinas, transtorno de ansiedade e depressão. As DCNT são inerentes ao envelhecimento, no entanto têm um ponto positivo: podem ser prevenidas, apesar disso, elas não estão ligadas apenas à idade, mas sim a todo um complexo contexto socioeconômico, tendo origem multifatorial e longo período de instalação, trazendo, inclusive, altos custos para a saúde pública (SILVA et al., 2015).

O estilo de vida é o modo como se vive, estando atrelado a aspectos culturais, sociais, econômicos, psicológicos e biológicos (FIGUEIREDO, 2021). O controle da DCNT é extremamente necessário para garantir uma melhor qualidade de vida, seja por meio de medicação ou hábitos diários como alimentação e atividades físicas. É possível equiparar através do perfil de hábitos das pacientes mais evidentes, no qual 73% não ingeriam bebida alcoólica, 64% não era tabagista, enquanto apenas 2% utilizavam antidepressivos e ansiolíticos, 82% praticavam atividades físicas e apenas 27% apresentou histórico de queda. Fatos que podemos relacionar aos bons hábitos e cuidado com saúde, impactando no uso de medicações e qualidade de vida, bem como a prevenção à fragilidade do idoso e demais agravos relacionados à saúde do idoso, assim como  Costa et al. (2014) relata, os fatores de risco relacionados ao estilo de vida que estão diretamente relacionados ao impacto na  saúde do idoso são: inatividade física, tabagismo, presença de DCNT, alimentação inadequada, dislipidemia, consumo excessivo de álcool, obesidade, hipercolesterolemia, alterações na glicemia, resistência à insulina, e o avanço da idade.

Ainda sobre as medicações, visto que o envelhecimento é um preditor de DCNT devido às alterações fisiológicas, sociais e psicológicas que o ser humano está fadado a passar, o uso da medicação crônica é uma realidade brasileira. Conforme a Pesquisa Nacional de Saúde (2013), 60 milhões de brasileiros têm pelo menos uma DCNT e grande parte faz uso crônico de medicamentos para manter suas doenças controladas.

O sobrepeso foi presente em boa parte das idosas da pesquisa, 54% delas com o IMC acima de 25, sendo a média 26,86. O Índice de Massa Corporal é reconhecido como padrão internacional e é uma medida adotada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que é utilizada para identificar a obesidade e suas classificações. O excesso de peso no idoso pode trazer grandes complicações clínicas, afetando diretamente a qualidade de vida e podendo levar até mesmo ao óbito precoce, além de ser fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e osteoartrites (SANTOS, 2013). Em comparação com o estudo de Morais, et al., (2016) no qual os idosos entrevistados, em sua maioria mulheres, com idade média de 68,95 anos, majoritariamente indicaram dor intensa (39,1%), seguido de 38,6% com dor moderada, afetando principalmente a região lombar (58,8%) e membros inferiores; as idosas frequentadoras do CIS estão relativamente melhores, pois a maioria (64%) relatou EVA moderada e 36% relatou dor intensa, os locais doloridos corroboram com o nosso estudo, sendo eles: coluna e cabeça e joelhos. Porém, é importante ressaltar que 0% das idosas possuem dor leve, o que é um indicativo importante da diminuição da qualidade de vida. Nossos resultados perante a EVA podem ser razoavelmente bons em comparação ao estudo citado, porém há de se ter melhora. Os resultados podem ter ligação direta com o elevado índice de massa corporal, e o próprio processo de envelhecimento natural, prejudicado com o sobrepeso ou a obesidade. A intervenção da nutrição, além da intervenção de exercícios físicos aeróbicos, é de extrema importância neste caso.

As atividades de vida diária dos idosos foram avaliadas com a escala de Lawton e Brody, e seus resultados estão ligados diretamente a qualidade de vida do idoso em geral, pois nele definimos a independência do idoso em suas atividades rotineiras. As idosas da pesquisa apresentaram bons resultados, tendo somente 9% delas dependentes nas AVD’s. As atividades de vida diária mensuradas na escala de Lawton e Brody, obtiveram melhores resultados em comparação a outros estudos de idosas da mesma faixa etária (COSTA; NAKATANI; BACHION, 2006), ou seja, em relação a tais estudos, as idosas do CIS são mais independentes, segundo resultados das pesquisas e comparações. Poucas necessitam de ajuda para realizar alguma tarefa doméstica considerada mais densa, ou fazer compras. Com este resultado satisfatório, sabemos que continuar com as atividades diárias somado ao protocolo proposto a elas dentro do centro integrado de saúde da UAM e o contínuo incentivo a prática de atividade física é essencial para que esta independência em suas atividades de vida diária se mantenha pelo maior tempo possível, garantindo assim sua plena qualidade de vida. 

O sedentarismo também é um fator importante para a diminuição da independência do idoso, segundo Rodrigues et al. (2020), seu estudo com 67 idosos em inquérito domiciliar, com média de idade de 70,19 anos, apresentou baixo desempenho dos idosos nas atividades de vida diária, após a aplicação do questionário de Lawton e Brody, somente 38,8% dos idosos que alcançaram a pontuação máxima do questionário, ou seja, totalmente independentes. Uma provável causa disso é que 59,7% dos idosos do estudo eram sedentários. A busca da promoção da saúde é essencial em ambos os grupos de idosos pesquisados, além de intervenções terapêuticas que possam retardar ou minimizar fatores que interfiram nas atividades diárias, como o treino de equilíbrio. O questionário de Lawton e Brody não somente soma ou subtrai pontos para avaliarmos a independência, como também auxilia para uma visão de tratamento focado na necessidade deste idoso.
         Sobre o teste de caminhada de seis minutos (TC6) verificamos que, a frequência cardíaca nos idosos, cuja média está entre 60 a 80 bpm, no início do teste foi visto que as idosas participantes do grupo do CIS apresentam média de 72 bpm, um ótimo indicativo visto que a frequência cardíaca de repouso é um importante preditivo de mortalidade cardiovascular nesse grupo.

Em relação à pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD), de acordo com a VII Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, a PAS e a PAD consideradas normais, são, respectivamente, <130 mmHg e < 85 mmHg, enquanto que o valor tido como ótimo é PAS <120mmHg e PAD <80mmHg. Mediante aos dados observados antes da aplicação do TC6, eles têm bom indicativo consoante a média observada, sendo que os valores se aproximam de normal a ótimo com média de PAS: 121mmHg e PAD: 78mmHg. Além disso, os valores de PAS e PAD, mesmo após o TC6 apresentaram pouca disparidade, levando em consideração que todas elas são portadoras de HAS.

Quando comparado com o estudo de Anjos et al. (2012), onde foram acompanhados idosos moradores da comunidade, com idade média de 70,6 anos e IMC médio de 25,12, ele mostra dados que se aproximam dos achados no presente estudos, apesar disso, a distância percorrida pelos idosos do estudo em comparação foi significativamente mais alta que a nossa (481,5 m), isso pode ter ocorrido, talvez pelo fato de que, apesar de próximos, tanto a idade quanto o IMC dessa população foram mais baixos que em nossas idosas, o que pode tornar mais fácil a tarefa, além disso, o estudo foi composto também por homens, que têm por natural, maior capacidade aeróbica quando relacionado ás mulheres.

Na faceta denominada funcionamento do sensório, que avalia o funcionamento sensorial e o impacto da perda destas habilidades sensoriais nas AVDs, e da capacidade de interação social deste idoso, 45,5% delas relataram ótimos resultados, seguido de 36,25% de bons resultados, indicando que nosso público tem uma qualidade de vida classificada de boa a ótima. Fazendo uma comparação com o estudo de Almeida e Souza (2020), onde foram estudados 37 idosos, sendo estes 78,37% público feminino e não sedentárias, o resultado do questionário no âmbito funcionamento do sensório teve a média de 16,62, ou seja, 44,91% do público estudado obteve os resultados esperados. Ainda em comparação, no estudo de Almeida-Brasil (2017), 70,95% foi o percentual de qualidade de vida em relação ao sensório encontrado na pesquisa. Ambos os resultados, tanto de nossa pesquisa quanto dos estudos citados, estão próximos por conta do público entrevistado ser ativo, participativo em atividades grupais e com a mesma média de idade, ou seja, os grupos pesquisados apresentam aspectos semelhantes. É perceptível a proximidade do resultado, tendo em vista que as idades e atividades físicas praticadas pelo público de ambos os estudos são semelhantes.

Na faceta autonomia, referente a independência do idoso na fase de velhice, contando a qualidade de vida e determinando a independência de tomar suas próprias decisões, nosso estudo mostrou que 73% das idosas não necessitam de ajuda para fazer as compras ou deslocar-se, e 82% cuidam da casa sem necessidade de auxílio, segundo a tabela 5. As idosas do CIS fazem em média de 1 a 3 dias de atividades físicas por semana segundo a Tabela 2. Segundo Silveira, Faro e Oliveira (2011), com uma revisão de estudos sobre autonomia dos idosos, mostraram que, em sua grande maioria, há benefícios na prática atividade física regular e adaptada às condições individuais de cada idoso na sustentação e manutenção da autonomia dos mesmos. Isso demonstra que as atividades físicas foram importantes para o resultado obtido em nosso trabalho, considerando que 82% delas já eram praticantes de atividade física antes da aplicação do protocolo.

Na faceta morte ou morrer, que avalia o medo e as aflições sobre a morte e o morrer, é possível notar uma área de atenção a ser tratada na saúde das idosas, visto que embora tenha sido evidenciado graus positivos no questionário sobre a preocupação com a morte, houve respostas que identificaram certa fragilidade em assuntos mais aprofundados sobre o tema, como o medo de não poder controlar a sua morte, correspondendo 36% como nada e 36% bastante. Já sobre o quesito medo de sofrimento antes da morte, os questionários resultaram 36% como extremamente, segundo a tabela 7. Segundo Zinn e Gutierrez (2008) o envelhecer e o morrer são fenômenos inerentes à vida em todas as suas formas, porém as interpretações e os sentimentos que envolvem tais temas variam de um ser humano para outro. Dessa forma, o envelhecer e morrer, como citado, é um assunto particular e delicado, e questões como solidão, viuvez, depressão e a iminência da morte influenciam diretamente a relação do indivíduo com essa reflexão e sua qualidade de vida (MENEZES; LOPES, 2014).

Um estudo que relacionou queda e medo de morrer em 44 idosos residentes da comunidade com idade entre 55 a 85 anos, sendo a maioria da amostra do sexo feminino, evidenciou a importância da qualidade de vida para longevidade do idoso.  O estudo de Santos et al. (2020) ao comparar o evento queda e a relação domínio medo de morrer - qualidade de vida, ficou evidente que os idosos com presença de quedas apresentaram menores médias em comparação aos idosos com ausência de quedas. (19,64% e 29,68%, respectivamente), demonstrando que a presença de quedas faz com que os indivíduos desenvolvam um aumento do medo de morrer e consecutivamente uma diminuição da qualidade de vida nesse aspecto. Se as quedas estão diretamente relacionadas com o medo de morrer, o resultado das idosas do CIS na questão foram positivas, pois apenas 27% segundo a tabela 2 tiveram histórico de queda(s) recente(s), porém, quando aprofundado o assunto sobre o controle de como será esse óbito ou o sofrimento anterior a isto, diferentes reações podem vir à tona, uma vez que muitas influências pairam sobre esse assunto, como vivências familiares, religião e a forma individual de lidar com possibilidades futuras ruins, o que depende diretamente do fator psicológico de cada pessoa. 

   No quesito relacionamento íntimo, que discorre sobre a capacidade do idoso em ter relações pessoais e íntimas. No estudo de Serbim e Figueiredo (2011), a QV dos idosos alcançou baixas pontuações, devido à associação da com a morte de seus companheiros e a solidão da velhice. Em contrapartida, no nosso estudo houve boa pontuação das respostas marcadas, em sua maioria, como bastante. Dados da amostra dizem que 64% das idosas relataram que sentem bastante amor em sua vida (pergunta 22 do teste WHOQOL-OLD). Nesse caso, podemos justificar o resultado, conforme as novas significâncias de amor e de ser amado, fora do contexto estrutural de relacionamento homem-mulher. Decerto, grande parte das idosas relataram a participação ativa na convivência social proporcionada pela atividade do grupo de idosos da fisioterapia no centro integrado de saúde como o principal motivo das respostas.

 Na faceta atividades passadas, presentes e futuras, que avalia a satisfação sobre o que o idoso conquistou em sua vida e o que anseia conquistar, em nossa amostra essa faceta mostrou um resultado satisfatório em relação às conquistas alcançadas ao decorrer da trajetória do idoso, onde 64% responderam estarem muito satisfeitas. Entretanto, acerca da resposta sobre o quão o idoso estaria feliz sobre o que esperar do futuro, embora tenha alcançado 45% de respostas bastante, apenas 9% responderam extremamente, o que seria preferível. Os projetos futuros podem também se constituir como uma condição importante para o aumento da qualidade de vida na terceira idade, porque são uma forma de dar sentido à existência dos indivíduos, como seres que mantêm suas faculdades mentais ativas, capazes de poder projetar e concretizar seus desejos (SERBIM; FIGUEIREDO, 2011). Portanto, projetos de intervenções que trabalhem com a comunidade devem elaborar competências, de modo a desenvolver melhorias na concepção de planejar e realizar projetos, com a finalidade de melhor expectativa da qualidade de vida dos indivíduos. 

O domínio de participação social, que visa observar a participação social que afeta diretamente a participação nas atividades da rotina, especialmente no ambiente em que vive, obteve bons resultados em nosso público estudado, sendo sua maioria ativa e social. Na questão de número 18 do questionário, que indaga o “quão satisfeito você está com as oportunidades que você tem para participar de atividades da comunidade?”, 5 idosas (45%) responderam “bastante” e 3 (27%) responderam “extremamente”, o que demonstra que as idosas têm boa atividade social. A socialização do idoso é de extrema importância para um envelhecimento saudável, e segundo Guidetti (2008), sem ele o idoso pode ser levado a ter uma vida sedentária, pois sem se socializar, não teriam acesso a atividades em grupo como a proposta do Centro Integrado de Saúde da Anhembi Morumbi. 


6. CONCLUSÃO 

Concluímos que as idosas participantes do grupo de Fisioterapia em Geriatria do Centro Integrado de Saúde da Universidade Anhembi Morumbi apresentam dor com intensidade moderada principalmente na coluna lombar, cabeça e joelhos, têm boa execução das atividades de vida diária, a capacidade funcional encontra-se em 75% do valor predito, mas apesar disso, a maior parte apresenta uma boa ou muito boa qualidade de vida.


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ZINN, R.; GUTIERREZ, O. Processo de envelhecimento e sua relação com a morte: percepção do idoso hospitalizado em unidade de cuidados semi-intensivos. Estud. interdiscip. envelhec. Porto Alegre, v.13, n.1, p.79-93, ago. 2008. Disponível em: http://www.observatorionacionaldoidoso.fiocruz.br/biblioteca/_artigos/85.pdf. Acesso em: 15 out. 2022.

ANEXOS

ANEXO II. Escala visual analógica


ANEXO III. Escala de atividades instrumentais da vida diária: Lawton e Brody



ANEXO IV. WHOQOL-OLD

Por favor, tenha em mente os seus valores, esperanças, prazeres e preocupações. Pedimos que pense na sua vida nas duas últimas semanas. 

As seguintes questões perguntam sobre o quanto você tem tido certos sentimentos nas últimas duas semanas. 

  1. Até que ponto as perdas nos seus sentidos (por exemplo, audição, visão, paladar, olfato, tato), afetam a sua vida diária? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1. Até que ponto a perda de, por exemplo, audição, visão, paladar, olfato, tato, afeta a sua capacidade de participar em atividades? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1. Quanta liberdade você tem de tomar as suas próprias decisões? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1. Até que ponto você sente que controla o seu futuro? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1. O quanto você sente que as pessoas ao seu redor respeitam a sua liberdade? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1. Quão preocupado você está com a maneira pela qual irá morrer? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1. O quanto você tem medo de não poder controlar a sua morte? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1. O quanto você tem medo de morrer? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1. O quanto você teme sofrer dor antes de morrer? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 


As seguintes questões perguntam sobre quão completamente você fez ou se sentiu apto a fazer algumas coisas nas duas últimas semanas. 

  1. Até que ponto o funcionamento dos seus sentidos (por exemplo, audição, visão, paladar, olfato, tato) afeta a sua capacidade de interagir com outras pessoas? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1.  Até que ponto você consegue fazer as coisas que gostaria de fazer? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1.  Até que ponto você está satisfeito com as suas oportunidades para continuar alcançando outras realizações na sua vida? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1.  O quanto você sente que recebeu o reconhecimento que merece na sua vida? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1.  Até que ponto você sente que tem o suficiente para fazer em cada dia? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 


As seguintes questões pedem a você que diga o quanto você se sentiu satisfeito, feliz ou bem sobre vários aspectos de sua vida nas duas últimas semanas. 

  1.  Quão satisfeito você está com aquilo que alcançou na sua vida? 

Muito insatisfeito (1) Insatisfeito (2) Nem satisfeito nem insatisfeito (3) Satisfeito (4) Muito satisfeito (5) 

  1.  Quão satisfeito você está com a maneira com a qual você usa o seu tempo? 

Muito insatisfeito (1) Insatisfeito (2) Nem satisfeito nem insatisfeito (3) Satisfeito (4) Muito satisfeito (5) 

  1.  Quão satisfeito você está com o seu nível de atividade? 

Muito insatisfeito (1) Insatisfeito (2) Nem satisfeito nem insatisfeito (3) Satisfeito (4) Muito satisfeito (5)

  1.  Quão satisfeito você está com as oportunidades que você tem para participar de atividades da comunidade? 

Muito insatisfeito (1) Insatisfeito (2) Nem satisfeito nem insatisfeito (3) Satisfeito (4) Muito satisfeito (5)

  1.  Quão feliz você está com as coisas que você pode esperar daqui para frente? 

Muito infeliz (1) Infeliz (2) Nem feliz nem infeliz (3) Feliz (4) Muito feliz (5) 

  1.  Como você avaliaria o funcionamento dos seus sentidos (por exemplo, audição, visão, paladar, olfato, tato)? 

Muito ruim (1) Ruim (2) Nem ruim nem boa (3) Boa (4) Muito boa (5) 


As seguintes questões se referem a qualquer relacionamento íntimo que você possa ter. 

Por favor, considere estas questões em relação a um companheiro ou uma pessoa próxima com a qual você possa compartilhar (dividir) sua intimidade mais do que com qualquer outra pessoa em sua vida. 

  1.  Até que ponto você tem um sentimento de companheirismo em sua vida? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1.  Até que ponto você sente amor em sua vida? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1.  Até que ponto você tem oportunidades para amar? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5) 

  1.  Até que ponto você tem oportunidades para ser amado? 

Nada (1) Muito pouco (2) Mais ou menos (3) Bastante (4) Extremamente (5)

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